
Brincar é importante para o desenvolvimento da criança, em parquinhos e playgrounds ela pode praticar tanto habilidades físicas quanto sociais, interagindo enquanto se diverte. Mas para aproveitar ao máximo e com mais segurança, é essencial entender e praticar algumas dicas importantes.
Regras de uso e de convivência
Oriente a criança sobre respeitar as demais enquanto estiver brincando, aguardando a sua vez de escorregar, subir, descer, rodar ou sentar, por exemplo. Palavras como “por favor” ou “obrigado” ao pedir ou agradecer são gestos simples que facilitarão a convivência durante o uso dos brinquedos compartilhados. Ela precisa também usar os brinquedos da maneira correta, para aproveitar o momento de forma segura.
Limpeza e higiene
Observe se o local onde a criança vai brincar (gangorra, gira-gira, balanço, escorregador, túneis, caixa de areia, etc.) está, seco, limpo, livre de objetos ou pontas cortantes que venham a machucar ou incomodar durante o uso. O playground não deve ser frequentado por animais (especialmente caixas de areia que devem ser cobertas durante o desuso), para evitar contaminações.
Faixa etária e material dos brinquedos

Atente se os brinquedos estão em boas condições de uso e adequados para cada faixa etária: crianças menores precisam brincar em brinquedos mais macios, já as maiores precisam de brinquedos mais resistentes. A ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas), na NBR 16071 prevê os materiais dos brinquedos para cada faixa etária, desde o piso onde estão instalados até o tipo de material, textura e dimensões. Para crianças menores, precisam ser brinquedos de plástico, e para crianças maiores de 7 anos, de madeira e outros materiais resistentes. Atente-se inclusive à condição climática do ambiente onde estão instalados, pois a exposição constante e excessiva ao calor e à umidade podem comprometer a qualidade dos brinquedos, principalmente se forem mais antigos ou com alta frequência de uso.
Roupas adequadas para movimentos
A escolha da roupa ideal para brincadeiras em parquinhos poderá variar dependendo da idade, da temperatura, do tipo de brincadeira e do tempo de permanência. Mas em geral, precisam ser roupas leves e confortáveis, que permitam vários movimentos e que não tenha problema de estarem expostas a pequenos danos decorrentes de contatos com superfícies diversas e constantes. Evite que a criança use, durante as atividades, bijuterias (pulseiras, brincos, entre outros acessórios), roupas com cordões e sapatos com cadarços (dê preferência a velcros) e saltinhos, cachecóis. Em dias frios, pode ser que seja necessário remover agasalhos pesados, mas logo após o término das atividades a criança poderá precisar dos mesmos imediatamente.
Horários de uso e barulho
Em condomínios que abrigam parquinhos é esperado que hajam regras estabelecendo um horário mínimo e/ou máximo para usar o local. O limite de tempo visa o respeito aos demais moradores que vivem próximo aos brinquedos, mas também para reservar um horário para a manutenção e até mesmo para evitar acidentes.
Mesmo quando não houver regras claras quanto ao período de uso do parquinho ou se você ainda não souber como funciona, use o bom senso: muito cedo ou muito tarde da noite os ruídos podem incomodar o descanso dos moradores das proximidades.
Supervisão de adultos responsáveis
Para que a brincadeira seja sinônimo apenas de diversão, as crianças precisam ser monitoradas o tempo todo em que estiverem no parquinho. Por mais que você tenha ensinado a elas boas práticas de convivência e como se comportarem em cada brinquedo, ainda assim elas estão em fase de descoberta dos próprios movimentos corporais, e o contato físico, tanto com o brinquedo quanto com outras crianças são imprevisíveis, daí a importância de adultos responsáveis para observar e alertar conforme for necessário.
Os adultos também podem observar e alertar quanto aos limites do corpo, que muitas vezes as crianças têm dificuldade de perceber, especialmente quando estão totalmente entretidas. Precisam ser estimuladas a beber água, a descansarem para recuperar o fôlego, a não excederem o tempo em cada brinquedo para evitar enjoos, e encerrarem as brincadeiras para descansarem a tempo para outros afazeres da sua rotina.